Há diferença em morar em um condomínio?

Inúmeras pessoas e por variados motivos gostariam de morar em um condomínio. Seja pela localização, seja pelo preço, ou outras conveniências. Mas uma grande resistência ou dificuldade…

ConvivênciaPor Rosemere Brandão16 de fevereiro de 20214 min de leitura

Inúmeras pessoas e por variados motivos gostariam de morar em um condomínio. Seja pela localização, seja pelo preço, ou outras conveniências. Mas uma grande resistência ou dificuldade surge quando pensamos nas normas internas e a necessidade de se adaptar às mesmas.

Oportunidades são desperdiçadas quando na realidade bastaria uma reflexão sobre nosso comportamento para solucionar a questão. Então, o que falta? Resposta: respeito aos demais condôminos, moradores, colaboradores diretos e indiretos, e procurar entender o papel do síndico e do corpo diretivo. Enfim: aplicação do bom-senso.

Se assim fosse, fácil seria entrar em um condomínio. Bastaria ter o recurso financeiro para comprar ou alugar, visitar o local, e fechar o negócio.

Mas esqueço de bater um papo com o síndico que poderá esclarecer minhas dúvidas sobre a construção, as normas internas, o envolvimento do local em processos e litígios, os canais oficiais de comunicação, e se o comportamento da maioria contribui para a convivência e valorização do condomínio.

Cumprida essa fase, procure aplicar alguns pontos que tornarão sua vida na comunidade melhor que suas expectativas iniciais.

Pensou na sua mudança? Pois é! É uma boa maneira de apresentar o seu “cartão de chegada”. Procure informações sobre os dias e horários para estacionar a sua mudança. Assim, não gera distúrbios e causa uma boa impressão nos moradores e vizinhos de andar.

Há empresas especializadas acostumadas com os procedimentos e normas dos condomínios. Entendem e respeitam o zelador e os porteiros facilitando a execução do serviço com comodidade e segurança. Monte seus móveis causando o mínimo de aborrecimento aos vizinhos.

Quantas vagas de garagem a sua unidade têm direito? Está atrelada ao imóvel? Verifique a convenção. Respeite o regulamento interno e tire suas dúvidas com o zelador. Se há depósito para armazenar objetos e móveis, como é a entrada e saída dos veículos. É obrigatório o uso de crachá ou outro meio de identificação dos veículos; onde é o espaço para as motos. Há sorteios de vagas? Aliás, é um dos poucos itens que chamam as pessoas para uma assembleia.

Siga as orientações quanto ao uso seguro dos elevadores, oriente as crianças. Em qual é permitido o transporte de animais de estimação e em que condições. Leve seu lixo usando somente o elevador de serviço. Não retenha o elevador em seu andar para carga ou descarga. Pense que outras pessoas precisam do transporte tanto quanto você.

Sua residência não é somente da porta para dentro. As áreas comuns também fazem parte da sua propriedade. Cuide bem dela, limpe por conta própria o que sujou. Não tenha vergonha e não fique aguardando que as colaboradoras o façam. Mesmo alugando espaços como a churrasqueira ou salão de festas, contribua em manter os locais limpos, mesmo sabendo que haverá auxiliares de limpeza para o trabalho.

Quebrar ou danificar equipamentos é possível acontecer com qualquer usuário. O importante é assumir o fato e contribuir para consertar. O mesmo vale para danos causados aos veículos de outros moradores. Não aguarde ser identificado ou receber uma notificação criando um mal-estar no condomínio.

O silêncio é uma das causas de maior conflito nos condomínios. É um pensamento equivocado achar que fora do horário estabelecido em lei, tudo está liberado. A perturbação do sossego é motivo de inúmeros registros em delegacias, podendo motivar ações criminais com reflexo na área cível. Com o aumento do trabalho Home Office, é medida de bom tom se colocar no lugar do outro.

Aumentou muito a presença dos animais de estimação nas casas e apartamentos. Sabemos que os tribunais entendem não ser possível proibi-los nos condomínios, exigindo das administradoras e síndicos uma readequação em suas normas para prever a presença dos animais. Mas pense se é razoável ter um cachorro de porte grande confinado em um apartamento, principalmente nos períodos da sua ausência onde o animal sofre e causa transtornos aos moradores. Se realmente gosta do animal, saiba que muitos acabam adquirindo doenças psicológicas e outras anomalias.

Um dos piores comportamentos é o lançamento de objetos pelas janelas e sacadas. Acidentes são comuns e alguns deles com consequências fatais. Uma simples guimba de cigarro ou charuto pode atingir outra unidade provocando dano ou início de um incêndio.

Cuidado com tudo que possa prejudicar a fachada do prédio. O que pode ser uma simples instalação de vidraça pode caracterizar alteração no projeto arquitetônico. O mesmo vale para o hall dos andares com portas diferentes que quebram a harmonia do ambiente.

Ah! Isso dá muito trabalho! Acho melhor morar em uma casa.

Pode até ser a solução para determinadas pessoas. Mas mesmo em casa deverá seguir regras impostas pela administração pública e pelo pacto social de convivência. O melhor em qualquer das alternativas, é tomar doses diárias de um comprimido chamado “Bom-Senso”. Não causa reações adversas e não é contraindicado, e seu uso só bem-estar proporciona.

ColunistaRosemere Brandão
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